Arquivo de dezembro \15\UTC 2010

Qual é o seu preço?

Eu passei anos estudando Administração, uma ciência que na maioria das vezes eu achava ingrata. Muitos valores ligados ao meu caráter eram confrontados durante determinados assuntos. Aprendi uma série de assuntos fundamentais para a minha vida profissional e outros assuntos que pude levar para a vida pessoal.
“Tudo tem um custo” foi uma das primeiras conclusões que eu cheguei assim que ingressei na faculdade. Para se montar uma linha de montagem até os detalhes plásticos que envolvem a linha devem ser precificados, e no final, pequenos centavos fazem uma diferença na esfera de milhões. Passei a pensar que “tudo nessa vida tem um custo”, nada é de graça.
Nenhum favor é feito sem que alguma coisa seja pedida em troca, mesmo que subconscientemente. Estamos numa eterna relação de troca com o mundo, seja adquirindo produtos, seja na nossa vida pessoal e até na relação materna, sempre há algo que desejamos em troca. Mesmo que não haja cobrança diretamente.
Uma organização existe para obter cooperação e lucros. Uma organização é um espelho da vida na sociedade. A sociedade é composta de indivíduos. Em uma relação grossa, podemos dizer que existimos para obter cooperação e lucro.
Cooperação entre as pessoas é uma forma de obter lucro, seja lá qual for o tipo de lucro almejado. O lucro pode ser afeto, consideração, dinheiro… objetivos que aquele individuo quer alcançar.
Nossa vida é feita de objetivos, somos movidos por eles – assim como as organizações – e para atingi-los precisamos fazer uma rede de contatos com alianças. A malha social.
Voltamos a minha frase: tudo nessa vida tem seu preço, custo e valor agregado. Cada decisão tomada tem seu “peso”, houve um custo para ela, seja o desgaste, a pressão, alguma relação de troca. Essa decisão teve um preço a ser pago e junto com ela uma série de valores anteriormente não planejados.
O prazer de fumar tem um custo à preço de sua vida: mais tarde o valor disso será uma doença devastadora.
Nada acontece de forma gratuita, a física chama isso de “ação e reação” e eu chamo de custo.
Nossas relações interpessoais são regradas a preço. O amor cobra. A vida cobra. Todos os dias, estamos nos relacionando, ganhando, perdendo – cobrando ou pagando – e qual é o preço disso tudo?
Viver.
Tem um preço ganhar o dinheiro, ser mãe, constituir família, dirigir, estudar… abrir mão do tempo (que é importante lembrar: é dinheiro!) de coisas prazerosas para poder ganhar algo, nem que seja mais prazer na frente junto a pessoas amadas.
Assim como as coisas, as pessoas também têm seu preço. Todos os dias nos “vendemos” um pouquinho para conquistar nossos objetivos, atenuar os desejos, atingir metas ou satisfazer caprichos. O preço disso cada um estipula. Algumas coisas exigem um preço muito alto e nos vendemos por tão pouco. Outras exigem um valor tão pequeno e pagamos tão alto.
Quantas vezes nós abrimos mão da nossa família para ficar até mais tarde no trabalho, para sobreviver? Quantas vezes nos humilhamos para manter um relacionamento fadado ao insucesso, por comodismo? Quantas vezes engolimos sapos de pessoas, para manter a vida no rumo? Estamos nos vendendo pelos objetivos. Somos meio para atingir o fim.
O único problema da nossa precificação é que muitas das vezes nos dão um valor tão baixo que estamos sujeitos a humilhações e degradações. Como escória.
Não somos descartáveis nem substituíveis. Somos únicos. Estamos aqui com um motivo maior: realizar nossos sonhos, pois só a possibilidade de realizá-los já torna a vida interessante.
As pessoas são como o dinheiro, cujo valor já conhecemos antes de termos necessidade dele.

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Orgulho?

Acho cômico quando me dizem que se orgulham por não pertencer a uma rede social. Respeito a idéia, mas posso discordar; Claro, que você pode ter o direito de não querer fazer parte desse mundo, seja porque acha frio, sem propósito, excesso de exposição ou qualquer outra coisa. Mas se orgulhar, eu acho estranho. Da mesma forma que também acho estranho alguém dizer que se orgulha por fazer parte.
Eu tenho Orkut e Facebook há anos – a minha conta do Orkut tem mais de 6 anos, eu ainda estava no colegial! – e tenho porque acho prático. Um meio de comunicação – será que estou forçando? – novo. E eu gosto de estar por dentro do que é novo. Quando acessei pela primeira vez a rede de microblogs “Twitter” achei completamente sem propósito, mas comecei a mudar de idéia ao ver o poder daquela rede na campanha do atual presidente dos EUA. É incrível a velocidade que algo se propaga nas redes sociais: tudo pode virar tendência, marketing ou especulação. Quantos foram projetados graças a essas ferramentas? Uma projeção boa? Não sei, nem me cabe dizer.
Dizer que se orgulha em não pertencer a redes sociais, é como dizer que se orgulha em não usar telefone e se comunicar por cartas. Um orgulho desnecessário. Existem coisas melhores para se orgulhar. Ficar as avessas sem experimentar é impedir de conhecer o novo – até para formar uma crítica concisa sobre o assunto. Imagina se todos tivessem ficado orgulhosos de não usarem e-mails e só comunicarem por cartas? Ou que o pombo-correio fosse o meio mais vantajoso e seguro? Qual seria nossa “evolução” (sim, entre aspas, porque evolução é muito mais que isso)?
Não é o fato de ser rede social, mas é o orgulho a estar fora das novidades. Não consigo ver orgulho nisso. É como me orgulhar de não ver televisão – é sério, eu realmente não vejo TV. Não sinto orgulho, as vezes sinto até vergonha, não por não pertencer ao grupo que vê ou ser revolucionária por não pertencer a massa influenciada, nada disso. Simplesmente não tenho paciência para televisão. Tenho noção que estou perdendo alguma coisa interessante por esse meu hábito de não querer aderir a paciência e sentar meu traseiro e ver uma tela por mais de uma hora. Filmes, documentários…isso passa batido pela minha resistência. É motivo de me orgulhar? Não. Estou provavelmente perdendo alguma coisa que pode no futuro me agregar valor – nem que seja para falar mal dela depois.
Imagina se órgãos, empresas e grandes conglomerados não tivessem aderido a internet no final da década de 90 por se orgulharem de manterem os valores aos quais foram fundados?
Eu acho que os valores podem ser mantidos e é bom que se mantenham, mas devemos estar aberto a outras coisas e principalmente conhecer o que criticamos, afinal, um bom crítico tem que conhecer bem a obra. E isso sim é um bom motivo para se orgulhar.

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Olá mundo!

É engraçado como as idéias desaparecem quando eu pego um pedacinho de papel. Eu acho que tenho tanto para dizer que meu silêncio parece contemplar tudo, talvez seja por isso que elas desaparecem.
Não que desapareçam, mas esvoaçam. Viajam para longe e abrem portas para outras idéias, idéias adormecidas e distantes, que não eram para aparecer agora. Mas já que vieram, sejam bem-vindas, gosto de quando estão aqui. Assim como gosto de quando você – sim, você que não conheço e nem sei por qual razão está aqui, perdendo seu precioso tempo me lendo – vem ler o que tenho a dizer. Saiba que eu tenho muito a dizer, e talvez, muito a acrescentar e somar.
Todos nós acrescentamos alguma coisa. A vida é uma eterna soma: coisas boas e ruins, frutos de experiências. Experiência agrega valor.
Tenho muito a falar, mais ainda a mostrar. Algumas coisas pessoais e só minhas, outras futilidades cotidianas, mas agora só me vem a cabeça encerrar esse post inaugural te convidando a compartilhar a sua vida com a minha.
Eu me chamo Luize, e você?

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