Arquivo de janeiro \03\UTC 2011

E você como encara as coisas?

É ano novo e como piegas que sou, digo, vida nova! Mais uma tentativa de tentar mudar ou aperfeiçoar o que somos e fazemos. Eu estava lá toda de branquinho, seguindo as mais variadas tradições para que esse ano seja melhor do que o anterior, quando caiu a ficha da coisa mais óbvia do mundo: só depende de mim.
Na verdade nós somos a mudança, nossa capacidade de interagir com o ambiente é a nossa fonte de força, é isso que nos vai fazer seguir em frente ou ir para trás.
Toda mudança gera expectativa, ansiedade, euforia e principalmente o medo. Temos medo do que não conhecemos e mudanças nos trazem cenários novos e desconhecidos. É conhecido que o tempo não para e que “Um rio nunca passa duas vezes pelo mesmo lugar” e mesmo quando retrocedemos o quadro é diferente, por isso temos medo e certa resistência a mudar.
Digo por mim, eu tenho certo horror às surpresas da vida – o que uma completa bobagem, porque não se pode temer o que não tem como evitar. O que de certa forma é engraçado e paradoxal porque meu maior defeito é minha ambição. Assim como a minha melhor qualidade também é a ambição.
A ambição é um dos sentimentos a meu ver mais interessantes, por si só é bem destrutivo e normalmente é um sentimento que vem acompanhado pela inveja. E é essa mesma ambição que faz o mundo evoluir, nos faz ter desejo de mudar.
Senão ficaríamos todos sentadinhos no mesmo lugar. As maiores mudanças da minha vida foram causadas pela minha ambição. Algumas canalizadas para o meu bem, ao invés de me destruir. A vontade de crescer, de fazer melhor, saber fazer saber. Isso me motiva. Desafios me motivam!
Por isso que eu digo que é uma qualidade, meu desejo de mudar e vencer me fez encarar de frente os problemas ao invés de correr deles e me esconder. Mas também me fez criar os maiores problemas até estar em um poço sem fundo. Já passei por cima dos meus valores, das pessoas que me amavam para conseguir um determinado objetivo – que não valeu a pena e me machucou demais.
Mas ainda assim é melhor do que fugir dos desafios e problemas. Porque independente de onde você for, eles estarão contigo até resolver, no pior lugar possível: a consciência. Encarar a verdade é a pior coisa do mundo – mas a melhor sensação do mundo está com ela, a de dever cumprido.

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