Arquivo de junho \28\UTC 2011

Meme #1 – Minha vida com Legião Urbana

Esse post é uma brincadeirinha que me lembrou os idos de 2004, quando fotolog bombava e coisas cafonas surgiam em uma velocidade enlouquente. Como eu ando uma pessoa super saudosista dessas coisas, resolvi compatilhar com vocês.

Funciona assim, escolhe o artista ou grupo e só com músicas desse artista você se define.
Vou de Legião, motivo básico, acompanhou minha adolescência, cantei e chorei e muito e aquelas coisas todas – mais saudosista que isso, difícil hein?!

Escolha o seu Artista: Legião Urbana

Você é homem ou mulher: Dolcissima Maria

Descreva-se: Eu era um lobisomem juvenil

Como você se sente: Depois do começo

Descreva o local onde você vive atualmente: Sete cidades

Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria: Angra dos Reis

Sua forma de transporte preferido: Os barcos

Seu melhor amigo: Eduardo e Mônica

Você e seu melhor amigo são: Perdidos no Espaço

Qual é o clima: Coisas do Inverno

Se sua vida fosse um programa de TV, do que seria chamado: Gente

O que é vida para você: Perfeição

Você sorri quando: Um dia perfeito

Você chora quando: Os bons morrem jovens

Seu relacionamento: Poesia

Qual é o melhor conselho que você tem pra dar: Talvez seja real

Pensamento do Dia: Mil pedaços

Meu lema: Ainda é cedo

 

Divirtam-se!

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A minha mãe.

Eu acho incrível como duas pessoas podem ser tão parecidas fisicamente, eu e a minha mãe. É sério, assusta de tamanha a semelhança. De costas dificilmente você vai saber quem é e de frente ainda vai ficar na dúvida, pois do corte de cabelo ao sorriso, é igual. Da mesma forma que nos parecemos somos completas estranhas, conversamos amenidades e não sabemos nada uma da outra.
Ela sempre me foi uma pessoa curiosa, pouco sei da sua vida e nunca soube seu nome de solteira. Sei onde trabalhou por 20 anos porque vi, mas tenho certeza que meu irmão caçula não sabe. Não sei do que ela gosta mas sei exatamente do que ela não gosta, apesar de ter uma ou outra incerteza.
A forma de demonstrar algum sentimento é o que eu mais considero estranha nela, quando ela gosta, critica. Se gosta de uma roupa, fala mal dela. Quando gosta de maquiagem reclama de algum componente. Então, não preciso nem dizer como é a forma dela explicitar o seu amor por mim: reclama, questiona, fala mal, desacredita…entre outras tantas formas, coisas que eu resumo na frase “Maluquices de mamãe”.
Durante alguns anos eu fiquei muito ressentida com essa forma de expressar carinho, porque eu não a entendia. Cuidei do meu irmão, troquei fralda, coloquei pra dormir, dei banho ensinei a lição de casa, arrumei a casa, cozinhei (mal, mas cozinhei!), passei roupa, e no final do dia ouvia mamãe falando a vizinha que eu não ajudava em nada, era inútil. Nunca fui uma “rebelde sem causa”, não dei problemas na escola, não tive trilhões de namorados, cheguei bêbada em casa e mesmo assim tive que ficar quieta toda vez que a vi abrindo minhas bolsas, desarrumando meu armário – com uma desculpa esfarrapada de mofo – procurando alguma coisa que não era para estar ali.
Por essa forma estranha de me amar, eu sempre fui muito distante da minha mãe. Um dia eu a peguei no meu armário, pegando uma blusa – preta, da Lacoste – que ela vivia reclamando porque raios eu havia gasto dinheiro numa coisa daquelas. Ela olhou para mim sem graça e só avisou que ia pegar a blusa emprestada para ir no cinema com meu pai. Um legítimo flagra. Naquele momento tudo fez-se as claras, era a forma dela dizer que gostava de alguma coisa. Emprestei a blusa, ela continua reclamando que por aquele preço deveria ter melhor acabamento, e continuo emprestando porque ela adora aquela blusa e usa para qualquer evento diferente.
Talvez seja o medo de alguém querer tirar o que é dela, por isso tudo sempre tem tanto defeito – para que ninguém cresça o olho. Isso é uma coisa que eu nunca vou saber, nunca vou perguntar ou falar, não sou amiga o suficiente para isso, mas foi ao observar a blusa, comecei a ver que era com tudo que ela mais gostava e isso me inclui.
Amar tem várias formas, tem gente que diz não querendo dizer sim; gente que desdenha porque muito o quer. Cabe a nós termos sabedoria – e muita paciência! – para discernir o que o outro nos quer dizer.
Mãe, também te amo muito!

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