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Qual é o seu preço?

Eu passei anos estudando Administração, uma ciência que na maioria das vezes eu achava ingrata. Muitos valores ligados ao meu caráter eram confrontados durante determinados assuntos. Aprendi uma série de assuntos fundamentais para a minha vida profissional e outros assuntos que pude levar para a vida pessoal.
“Tudo tem um custo” foi uma das primeiras conclusões que eu cheguei assim que ingressei na faculdade. Para se montar uma linha de montagem até os detalhes plásticos que envolvem a linha devem ser precificados, e no final, pequenos centavos fazem uma diferença na esfera de milhões. Passei a pensar que “tudo nessa vida tem um custo”, nada é de graça.
Nenhum favor é feito sem que alguma coisa seja pedida em troca, mesmo que subconscientemente. Estamos numa eterna relação de troca com o mundo, seja adquirindo produtos, seja na nossa vida pessoal e até na relação materna, sempre há algo que desejamos em troca. Mesmo que não haja cobrança diretamente.
Uma organização existe para obter cooperação e lucros. Uma organização é um espelho da vida na sociedade. A sociedade é composta de indivíduos. Em uma relação grossa, podemos dizer que existimos para obter cooperação e lucro.
Cooperação entre as pessoas é uma forma de obter lucro, seja lá qual for o tipo de lucro almejado. O lucro pode ser afeto, consideração, dinheiro… objetivos que aquele individuo quer alcançar.
Nossa vida é feita de objetivos, somos movidos por eles – assim como as organizações – e para atingi-los precisamos fazer uma rede de contatos com alianças. A malha social.
Voltamos a minha frase: tudo nessa vida tem seu preço, custo e valor agregado. Cada decisão tomada tem seu “peso”, houve um custo para ela, seja o desgaste, a pressão, alguma relação de troca. Essa decisão teve um preço a ser pago e junto com ela uma série de valores anteriormente não planejados.
O prazer de fumar tem um custo à preço de sua vida: mais tarde o valor disso será uma doença devastadora.
Nada acontece de forma gratuita, a física chama isso de “ação e reação” e eu chamo de custo.
Nossas relações interpessoais são regradas a preço. O amor cobra. A vida cobra. Todos os dias, estamos nos relacionando, ganhando, perdendo – cobrando ou pagando – e qual é o preço disso tudo?
Viver.
Tem um preço ganhar o dinheiro, ser mãe, constituir família, dirigir, estudar… abrir mão do tempo (que é importante lembrar: é dinheiro!) de coisas prazerosas para poder ganhar algo, nem que seja mais prazer na frente junto a pessoas amadas.
Assim como as coisas, as pessoas também têm seu preço. Todos os dias nos “vendemos” um pouquinho para conquistar nossos objetivos, atenuar os desejos, atingir metas ou satisfazer caprichos. O preço disso cada um estipula. Algumas coisas exigem um preço muito alto e nos vendemos por tão pouco. Outras exigem um valor tão pequeno e pagamos tão alto.
Quantas vezes nós abrimos mão da nossa família para ficar até mais tarde no trabalho, para sobreviver? Quantas vezes nos humilhamos para manter um relacionamento fadado ao insucesso, por comodismo? Quantas vezes engolimos sapos de pessoas, para manter a vida no rumo? Estamos nos vendendo pelos objetivos. Somos meio para atingir o fim.
O único problema da nossa precificação é que muitas das vezes nos dão um valor tão baixo que estamos sujeitos a humilhações e degradações. Como escória.
Não somos descartáveis nem substituíveis. Somos únicos. Estamos aqui com um motivo maior: realizar nossos sonhos, pois só a possibilidade de realizá-los já torna a vida interessante.
As pessoas são como o dinheiro, cujo valor já conhecemos antes de termos necessidade dele.

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